Quer entender como funciona um Work and Travel ou só conhecer mais sobre os EUA? Então eu te levo para Wisconsin e de quebra podemos embarcar em mais um mês de mochilão pelo país do Yankees e do Cubs.
12/24/2010
12/15/2010
Perguntas e dicas sobre o work and travel
Dezembro é o mês que a galera do Work and Travel está embarcando para os EUA. É normal que nessa época comecem a surgir dúvidas a respeito do intercâmbio. Prova disso foi o tanto de e-mails que recebi de amigos, leitores e até de mães de participantes no último mês. Logo, nada mais justo do que responder algumas dessas dúvidas aqui no blog, para todos lerem.
O inglês foi um problema para você se virar? Essa resposta é muito relativa, pois dependerá do tipo de trabalho que você desempenhará. Para quem está com medo do seu inglês, aquele tipo safado que não sabe usar tempo verbal e auxiliares haha, não precisa se preocupar muito: o problema do Work and Travel é que ele é um intercâmbio que não permite que seus participantes falem muito, nem inglês e nem português hehe. Isso nenhuma agência te dirá, mas você provavelmente trabalhará com muitos latinos que falam mal o inglês. As vezes eu ia no supermercado ou no outlet não porque precisa comprar, mas porque queria praticar a língua. Aproveitei o turismo também para praticar, pois tinha que falar com a recepção do hostel ou pedir informação toda hora.

Medo de embarcar sozinho: recebi uns 2 e-mails de pessoas que estão indo sem os amigos para o intercâmbio, mas que não querem viajar sozinhos. Esse foi o meu caso. Como a maioria das pessoas embarcam em dezembro, pedi para a minha agência marcar minha passagem no mesmo vôo de algum outro participante que ia para o mesmo lugar. Achei 2 meninos que embarcariam numa data boa para mim e fomos no mesmo vôo. Como não nos conhecíamos, combinamos um ponto de encontro no aeroporto de Garulhos. Fizemos a escala e passamos na imigração juntos, além disso eles me ajudaram com minhas malas hehe.
Onde comprar casacos em Wisconsin Dells? A cidade tem um ótimo outlet, atrás do restaurante Bufalo´s, perto do Burger King. Tem muitas lojas e preços baratos. Comprei muita coisa na American Eagle, Adidas, GAP e Aeropostale, desde cachecol até casacos pesados. Quem for morar na cidade, compre tudo o que tiver vontade nesse outlet. Depois que sai no mochilão, vi como as coisas lá eram baratas, até mais que Miami.

Onde comprar produtos eletrônicos? O lugar mais recomendado para comprar eletrônicos nos EUA é nas lojas Best Buy. Tem uma ótima em Miami, perto do Dolphin Mall outlet. Para quem vai para Wisconsin, a de Madison também é muito boa. Comprei uma Nikon lá muito barata. O Walmart também tem muitos produtos eletrônicos e as vezes é até mais barato que a Best Buy, vale pesquisar.
Consigo andar de tênis na neve? Bom, se não for um all star, você consegue, mas não é indicado, já que o tênis começa a encharcar, deixando seu pé molhado. Isso com certeza não deve ser bom. Mas como disse em um post passado, independente do lugar do país que você for, o Walmart salvará a sua vida. Lá existem vários modelos de botas de neve. O preço também é barato, cerca de uns 50 dólares. Outra opção são as galochas. Eu comprei uma na loja da GAP por 20 dólares. Entre galocha e botas de neve, eu prefiro as botas, que são mais confortáveis e quentinhas.
Duas mães me perguntaram se existe igrejas em Wisconsin Dells. Lembro de ter visto uma igreja católica na parte downtown da cidade, perto do restaurante/balada Carvelli´s (já comentei dessa balada em um post). Quanto a outras religiões, não sei dizer. Já em Chicago, lembro de ter visto muita igreja, todas lindas.
Também me perguntaram muito a respeito da empresa que fez meu intercâmbio e da relação do participante com o agente depois de embarcar. Essas questões repondo no próximo post.
Ótima viagem para quem ainda não embarcou e bom intercâmbio para quem já esta lá!
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12/04/2010
Turismo em Las Vegas - os cassinos
Vou reservar esse post só para falar dos cassinos fantásticos do lugar. Para ser mais específica, falarei dos localizados na avenida mais badalada de cidade, a Las Vegas Boulevard, também conhecida como Strip. Aliás, a dica é se hospedar ou na Strip ou ao seu redor, mas que dê para ir a pé até ela. A Tropicana Avenue, por exemplo, é um ótimo lugar.
É na Strip (entenda Strip como um trecho da Las Vegas Boulevard onde se encontram os maiores cassinos e hotéis da cidade) que estará quase que todo o seu turismo. Prepare-se para andá-la de ponta a ponta e sem carro, porque dirigir lá é complicado.

Por falar em ponta a ponta, a entrada da Strip é marcada pelo famoso letreiro de Las Vegas (não tirar foto lá é pecado!). Na ponta oposta, norte, fica o hotel-cassino Stratosphere, que merece atenção pela sua torre, a mais alta torre de observação dos EUA. Tem uns brinquedos radicais nessa torre, bem legal. O lugar tem quartos com preços acessíveis, vale a pena dar uma olhada.
Os cassinos que mais gostei, no entanto, foram os que reproduziam cidades famosas. Amei o The Venetian, um hotel-cassino cercado de água e de barqueiros nas suas Gôndolas. Outro que reproduz com perfeição uma cidade é o Paris, que fica mais lindo à noite, quando se ilumina. O lugar tem a Torre Eiffel, Arco do Triunfo e até a Fontaine des Mers, onde as pessoas jogam moedas. A fachada trás elementos do Louvre e da Ópera de Paris.

O Egito Antigo também está em Las Vegas, no hotel-cassino Luxor. O lugar é exuberante. O hotel é construído em forma de pirâmide, todo espelhado, e com um esfinge enorme na entrada. Ainda na história, a cidade também abriga o complexo Caesars Palace, o Palácio de César, que reproduz o Império Romano. Foi lá que o filme Se Beber não Case foi filmado. Outro hotel-cassino inacreditável é o New York, New York. O lugar tem uma réplica da Estátua da Liberdade e da Ponte do Brooklyn, além de vários prédios e uma enorme montanha russa na fachada.

Também tem parada obrigatória o MGM Grand, onde é filmado o CSI LV e onde foi gravado o filme 11 Homens e 1 Segredo. O Bellagio também já foi palco de vários filmes e é maravilhoso, principalmente por dentro, abrigando uma enorme estufa temática. A recepção é cheia de flores de vidro que brotam do teto. Excalibur, Monte Carlo, Treasure Island e Planet Hollywood são outros que merecem uma passada!

Vale dizer que todo turista pode entrar para conhecer os hotéis e cassinos, de graça. Eu cheguei a andar por vários corredores do Caesars Palace para ver a arquitetura do lugar. Os jardins e piscina, no entanto, são reservados aos hóspedes.
11/27/2010
Turismo: De Milwaukee a Las Vegas
Eu poderia ficar um ano aqui escrevendo sobre Las Vegas, de tanto que eu amei essa cidade! Por isso, vou dividir em alguns posts...

Vamos começar pelo caminho até Nevada. Se você estiver morando em Wisconsin Dells, pode ir pelo aeroporto de Madison, Miwaukee ou até Chicago. O fácil pra gente, no entanto, foi de Milwaukee. Pegamos um trem, o Amtrak, de Wisconsin Dells até Milwaukee. Da estação até o aeroporto tem um trem direto, só para passageiros das empresas aéreas.
Apesar de ser bem longe, também dá para ir de carro. Essa road trip, aliás, é uma das mais famosas do mundo: a Rota 66. Ela vai de Chicago, Illinois, até Santa Mônica, Califórnia, totalizando 3.755km. Para quem vai de avião, eu voei pela South West. A viagem dura cerca de 2h e meia e, comprada com antecedência, dá para pagar uns 100 dólares. Pegamos propositalmente um voo que chegasse à noite. Vai por mim, a vista lá de cima da cidade iluminada é incrível!
Aliá, Las Vegas é toda incrível. Ela é literalmente no meio do nada, pois é toda cercada por desertos. O mais legal é que à noite, todas as montanhas que cercam a cidade desaparecem no escuro. Já de dia, dá para ter uma vista até das montanhas mais altas, a quilômetros de distância. A paisagem é de emocionar. O ponto negativo, no entanto, é que, por ser deserto, a,temperatura
durante o dia é quente, já à noite é muito fria. O jeito é sair do hostel sempre de mochila pra carregar um casaco bem pesado lá dentro.

E quando falamos em Las Vegas, não tem como não pensar em dinheiro. Fiquei muito preocupada, imaginando que o meu money ficaria todo lá haha! Mas me enganei, já que esse foi o turismo mais barato que fiz nos EUA. As lembrancinhas são baratas (dá para comprar por uns 5 dólares os baralhos usados nos cassinos famosos), tem um fast food a cada esquina e tem bastante atração turística de graça ou até uns 25 dólares.
Outro ponto forte da cidade é que existem hoteis e hostels de todos os preços. O meu foi um dos mais baratos da cidade, o hostel Wild Wild West Casino. Fizemos uma reserva pelo site e tivemos que depositar 10% do valor da diária por garantia. É seguro. Ficamos em um quarto pra 3 pessoas (na verdade é um quarto com 1 banheiro e 2 camas de casal). Dava umas meia hora de caminhada até a Las Vegas Boulevard, a rua dos cassinos. A diária não chegou a 15 dólares por pessoa, muito barato.
Quanto aos pontos turísticos e o que fazer em Las Vegas, reservo para o próximo post, porque ainda tem muita conversa!
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11/23/2010
Turismo: De Wisconsin a Chicago, The Windy Cidy
Assim é conhecida Chicago, The Windy City, ou A Cidade dos Ventos. Localizada a poucas horas de Wisconsin Dells, a metrópole de Illinois foi a primeira que conheci quando pude viajar pelos EUA.Apesar de ser a 3ª maior cidade do país, em nenhum momento me senti como se estivesse andando por São Paulo. Chicago tem algo diferente das outras metróploes. Mesmo com todos os enormes prédios tampando o céu, parece que tudo foi muito bem planejado na sua arquitetura central, que também é muito imponente. Só para ter noção, os primeiros edifícios do mundo foram construídos no centro financeiro de Chicago.
Falando em edifícios, é lá que está localizado o prédio mais alto dos EUA, a Willis Tower. A construção é ponto turístico. Para entrar, é cobrado do turista cerca de 16 dólares. Eu fui e adorei. Do alto dos seus 110 andares, dá para ver toda a extensão da cidade, emoldurada pelas margens dos Grandes Lagos. Com a ajuda de binóculos, dá para ver até os 4 estados vizinhos. O mais legal, porém, é o chão de vidro do alto da torre, que as pessoas deitam nele pra tirar fotos como se tivessem flutuando sobre a cidade.

Outro ponto turístico que vale a pena visitar é o Navy Pier, o enorme pier as margens do Lago Michigan. Nele dá para ter noção porque que a região é chamada de Grandes Lagos. Como fui em janeiro, o lago estava congelado e os navios atracados. Além disso, quase morri congelada com os ventos fortes, mas valeu muito a visita. O lugar também tem uma roda gigante (que eu acho que funciona só no verão), lojinhas, obras de arte e restaurantes.

Millenium Park é outro ponto obrigatório. Localizado na avenida Michigan, área comercial cheia de lojas e boutiques, Millenium é um parque a céu aberto com várias obras, como a bola prateada. O lugar também um legal ring de patinação.

Como fui na primeira semana de janeiro, a cidade estava toda branca da neve e um frio de matar! Por isso, para se aquecer, para quem gosta de esporte, dá para assistir uma partida do Chicago Bulls (Basquete), Chicago Bears (Futebol americano) e Chicago Cubs (Baisebol).
Para me hospedar, escolhi o Chicago Getaway Hostel, vulgo albergue haha, com direito a café da manhã. Fica a dica.
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11/07/2010
Meios de transporte nos EUA
Amtrak, Greyhound...se você vai passar uma temporada nos EUA, é bom ir se acostumando com essas palavras. Vamos começar pelo Amtrak. Esse é o nome do trem dos EUA. Esse serviço te leva para qualquer lugar do país. Só para
ter noção, um amigo foi de Wisconsin Dells até Nova York de Amtrak! O trem é lindo, confortável e sempre dá para fazer amizade durante a viagem na cantina do local. Por falar em comida, o lugar reservado para comer é lindo! Com mesas e poltronas azuis, esse vagão tem teto de vidro, oferecendo uma vista completa da viagem.
Quanto aos pontos negativos, o preço do Amtrak não é tão barato. Além disso, algumas cidades do interior não tem estação que venda passagem. Você tem que ligar em uma espécie de 0800 e se virar com a gravação. Conseguido entender, será fornecido um número de embarque para você fornecer na porta do trem. A coisa boa é que você pagará só quando estiver já dentro do trem, para o comissário.
Quem vai para Wisconsin Dells, pode se preparar para enfrentar a tal ligação, já que não tem a venda de passagem na cidade. Mas realmente vale a pena ir de Amtrak para Chicago ou Milwaukee (tem a cervejaria de WI) se você não tiver uma ride ou um carro.
Também tem como comprar o ticket pelo site www.amtrak.com. Para isso, você precisará de um cartão de crédito e de tempo. Comprar o ticket pela rede é para aqueles que tem, no mínimo, uns 10 dias antes da viagem, já que a passagem será enviada por correio para a sua casa. O site é super seguro, pode comprar sem medo.
Outro meio de transporte interno é o Greyhound, os ônibus de linha do país. Já vou logo avisando que tive uma das piores experiências nesse ônibus haha! Esse transporte é bem mais barato e funciona no país todo. O problema é que você só pode levar uma mala de graça. Se quiser levar mais, sai $10 por mala! caro, não faz isso não...

Eu usei o Greyhound para ir de Las Vegas até Los Angeles. Além de ter gastado um dinheirão com táxi, já que as estações do Greyhound são bem afastadas, passei nervoso com a bagagem e a viagem foi muito desconfortável. A coisa boa foi que passei pelos desertos de Nevada, uma vista linda.
Por último, avião. Esse é a melhor opção para vários destinos. É só você se programar e comprar a passagem com um mês de antecedência que não sai caro. Eu utilizei o avião para ir de Chicago até Las Vegas e depois para ir de Los Angeles até Miami. Ou seja, cortei o país voando. Comprei todos os tickets pelo www.cheaptickets.com, um site super seguro. É só anotar o ticket number e fazer o check in no aeroporto.
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11/01/2010
Embarcar para Winsconsin Dells
Vai dar trabalho! haha...Mas vamos começar pelo trajeto internacional. Existem alguns enormes aeroportos nos EUA que servem para receber vôos estrangeiros e redireciona-los para os seus destinos finais, as chamadas escalas. Um desses grandes terminais é o Miami International Airport, o MIA. Se você está vindo da América do Sul, provavelmente sua escala será em Miami.Para ir para Wis Dells, você terá que comprar uma passagem de São Paulo-Miami e Miami-Chicago. Você passará pela entrevista da alfândega em Miami, onde eles poderão negar sua entrada no país. No MIA, quase todo mundo fala em espanhol. Os agentes da Polícia Federal geralmente perguntam qual o seu destino final, quanto tempo ficará no país e qual a finalidade da viagem. Pedem o endereço em que você ficará e carimbam o seu passaporte. O seu passaporte, por sua vez, deverá ter uma folha solta que foi preenchida durante o visto.
Atenção para a escala: antes de embarcar, ainda aqui no Brasil, dê uma passadinha no guichê da sua companhia aérea e pergunte se terá que fazer o check in das malas novamente no MIA. Se a resposta for positiva, você terá que, depois da Polícia Fed, buscar suas malas na esteira e embarcá-las novamente no guichê da sua companhia. É por isso que é necessário comprar a passagem para Chicago com, pelo menos, 1h e meia de diferença entre os vôos, já que você estará enrolado com bagagem e entrevista.
Embarcada as malas, seu destino agora é Chicago. Você estará um pouco cansado, já que o vôo de SP a Flórida é de cerca de 8h. Para Illinois, são mais 3h. Você descerá no International O´Hare, outro aeroporto enorme.
Para fazer o trajeto até Wisconsin Dells, existem algumas pessoas que oferecem esse serviço. Dê uma pesquisada pelas comunidades no Orkut. O problema é que você precisa se juntar com mais umas 3 pessoas para a viagem não sair cara. Por outro lado, é um trajeto mais garantido se você não se sente muito seguro com o inglês. Outra opção é o Amtrak, a linha de trem dos EUA.
Por falar na Amtrak, ela é muito funcional e confortável. Para chegar no Amtrak de Chicago (táxi é caro), é preciso pegar o metro, a linha azul. Essa Blue Line está dentro do próprio O´Hare, só seguir as placas. Você terá que percorrer toda a linha azul, sem fazer nenhuma baldiação. Você descerá já na rua da estação e andará uns dois quarteirões até o prédio. As pessoas de Chicago são muito simpáticas, não negarão ajuda se precisar.
A viagem de Amtrak até Wisconsin Dells dura umas 5h e custa em torno de uns 35 dólares. Aliás, você precisará prestar atenção no horário de chegada em Chicago, já que é mais 1h até a estação e não tem trem para Dells depois de umas 4h da tarde.
Escrevi em uns posts atrás que a minha opção foi a de contratar alguém pra ir me buscar no Chicago O´Hare International. Acontece que todas as estradas da região estavam fechadas no dia que eu cheguei por causa de uma nevasca. Como já havia me programado antes e sabia da Blue Line, meu desespero não foi tão grande. hehe...fica a dica.
A propósito, o próximo post será sobre os meios de transporte nos EUA...
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